quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

O FIO DE PRATA

O FIO DE PRATA

8 Tragará a morte para sempre, e, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.

Livro do Profeta Isaías, cap. 25:8.



Isaías.

Escritor, pregador e profeta de DEUS.


Obra de Antônio Francisco Lisboa (1738-1914).


Escultor, entalhador e arquiteto brasileiro.


A morte é uma sombra

Que até hoje zomba

De muito ser humano

Que entra no seu plano

Pela estrada do erro,

Este desvelo

Que todos cometemos,

E, por isso, tememos

Esta assombração

Que é uma ficção

Que é esclarecida

Pelo Sentido da Vida,

Que é Eterna,

Logo extermina esta fera

Tão temida.


"O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste."

Allan Kardec (1804-1869).


A Eternidade

Não dá autoridade

A nenhuma morte,

Esta trista sorte

Que o homem compra

Num Jogo de Cartas.


 “O destino embaralha as cartas, e nós jogamos."




Arthur Schopenhauer (1788 - 1860.

Filósofo alemão.


Diga sempre desencarne,

Pois o Espírito

Deixa livre o corpo de carne

Para cada célula

Ir para o seu reino

Sob o Olhar do Pai Supremo,

E depois se juntar

Num Exército Celular

Para novo corpo formar

Para cobri-lo de novo

No meio de outro povo

Com outra face,

Este caridoso disfarce

Que DEUS nos empresta

Até acertarmos a última aresta

De nossa Existência Terrena,

Este usufruto

Até que o Homem Adulto

Torne-se Integral.


"A ninguém foi dada a posse da vida, a todos foi dado o usufruto."



Tito Lucrécio Caro (94-50 a.C.).

Poeta e filósofo latino.


O DESENLACE

6 antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 e o pó volte à terra, como o era, e o Espírito volte a Deus, que o deu.

Livro do Eclesiastes, cap. 12 vers. 6 e 7.



Salomão.

Rei, escritor, compositor, pregador, juiz e poeta de DEUS.


O desenlace,

É o despedace

Do fio de prata

Que une o Espírito

À corporal massa,

Até um tempo

Que o DEUS Onipotente determina.


"A morte é apenas a destruição do corpo e não do perispírito, que se separa do corpo quando nele cessa a vida orgânica."



Allan Kardec (1804-1869).

Bacharel em Ciências e Letras, codificador do Espiritismo, educador e tradutor francês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

ARDOR DOS DESEJOS

ARDOR DOS DESEJOS

7 Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma , sem primeiro revelar o se segredo aos seus servos os Profetas.

Livro do Profeta Amós, cap. 1:7.




Amós.

Escritor, pregador e profeta de DEUS.

Obra de Juan de Borgoña (1470-1534).

Pintor espanhol.


Tire do coração

Com toda decisão

O ardor dos desejos,

Estes solfejos

Que alguém

Não sabe donde vem

E nem para onde vai

E que surgem cada vez mais

Em todos os astros

Que navegam pelos espaços.



"Os nossos desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam."

Provérbio Chinês.


Para dar vazão

À vazia razão

Tudo procura o desejo

Para deixar no ermo

A criatura,

Que põe o olhar

Onde não pode alcançar

E se torna escrava

Do dito nada,

Esta fantasia manipulada.


"Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: todos estão convencidos de que a tem de sobra."



René Descartes (1596 - 1650).

Filósofo, físico e matemático francês.


Desejar

É sempre ficar

À mercê dos sentidos,

Que estão divididos

Em seus interesses.


"O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos."



Pitágoras (580-497 a.C.).

Matemático e filósofo grego.


Os Olhos querem ver

E conseguem comer

Tudo o que a Visão

Põe na tela.


As Narinas

Têm as sinas

De sentir tudo,

Mas contudo,

Muita coisa rejeita.


Os Ouvidos

Estão divididos

Em lado esquerdo e direito,

Mas dá sempre um jeito

De tudo ouvir.


A Boca

Tem a função

De sentir o paladar,

Mas também mastigar.


A Mão

Chega sempre à conclusão

De que tudo pode tocar,

E com firmeza segurar.


O Pé

Tem um caminho,

Mas não segue sozinho,

Pois carrega o todo corporal.


Então,

Os Cinco Sentidos estão

Na mesma corporal composição

E nenhum sai da sua posição

Para sozinho agir.



"Os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças."



Sêneca (04 a.C. - 65).

Filósofo, escritor, mestre da arte da retórica, membro do senado, questor e magistrado da justiça criminal espanhol.